quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Situação de Corpos Hídricos no Brasil
Panorama de Qualidade de Águas Superficiais no Brasil
A importância da qualidade da água está bem conceituada na Política Nacional de Recursos Hídricos que define, dentre seus objetivos, “assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos” (Art. 2º, Cap. II, Tit. I, Lei 9.433).
A Política Nacional de Recursos Hídricos também determina, como uma das diretrizes de ação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, “a gestão sistemática dos recursos hídricos, sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade e a integração da gestão dos recursos hídricos com a gestão ambiental“ (Art 3º, Cap. III, Tit. I, Lei 9.433).
Apesar de sua importância, a gestão da qualidade da água no país não tem historicamente merecido o mesmo destaque dado à gestão da quantidade de água, quer seja no aspecto legal ou nos arranjos institucionais em funcionamento no setor, quer seja no planejamento e na operacionalização dos sistemas de gestão (Porto, 2002)[63].
A informação sobre qualidade de água no país ainda é insuficiente ou inexistente em várias bacias. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, apenas nove unidades da federação possuem sistemas de monitoramento da qualidade da água considerados ótimos ou muito bons, cinco possuem sistemas bons ou regulares, e treze apresentam sistemas fracos ou incipientes (Figura 1). Este levantamento, efetuado entre outubro de 2000 e julho de 2001, agrupou os estados de acordo com quatro aspectos: porcentagem das bacias hidrográficas monitoradas, tipos de parâmetros analisados, freqüência de amostragem e forma de disponibilização da informação pelos estados (MMA, 2002)[14].
As redes estaduais contam com cerca de 1.500 pontos de monitoramento que analisam de 3 a 50 parâmetros de qualidade da água, dependendo da unidade da federação (Tabela 1).
Além do monitoramento realizado pelos estados existe também a Rede Hidrometereológica Nacional que conta atualmente com 1.671 pontos de monitoramento de qualidade de água cadastrados no banco de dados HIDRO, operados sob responsabilidade de diversas entidades. Dentre os pontos em operação 485 (29%) estão sob responsabilidade da ANA, e os demais 1.186 (71%) se dividem entre outras 24 entidades estaduais e federais. Na sua maioria os pontos de monitoramento estão localizados nas regiões Sul e Sudeste (Figura 2).
A periodicidade de monitoramento da maioria dos pontos é trimestral. Nas campanhas são avaliados cinco parâmetros: pH, Turbidez, Condutividade Elétrica, Temperatura e Oxigênio Dissolvido, além da determinação de vazão.
Em termos gerais, considerando-se as redes estaduais e a Rede Hidrometereológica Nacional, observa-se que apenas a região Sudeste apresenta uma condição adequada de monitoramento da qualidade da água. As demais regiões apresentam condições bem inferiores, com destaque para as regiões Norte e Nordeste. Estas limitações no monitoramento dificultam o diagnóstico detalhado da qualidade dos corpos d’água do país. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um panorama da qualidade das águas superficiais do país, utilizando-se das informações disponíveis.
sábado, 23 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Por que estudamos
Tecnologia em Gestão Ambiental?
A crescente e recente preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável decorre da antevisão e constatação de cientistas, ambientalistas, e de pessoas esclarecidas e conscientes de que o Homem, a despeito de ser o ente mais avançado na escala de evolução do Planeta Terra, explorou e continua explorando os recursos naturais, provocando alteração da biodiversidade e culminando em impactos ambientais indesejáveis e não programados.A expansão demográfica e concentração da população nas cidades, aliadas ao processo de industrialização e concentração de poder em que impera a exploração dos recursos naturais, a busca por lucros incessantes e o incentivo ao consumo desenfreado, sem a devida atenção às consequências, foram fatores determinantes para o agravamento da desigualdade social, poluição, efeito estufa e deterioração do meio ambiente. Constatamos hoje que o aquecimento global e as mudanças climáticas consideráveis daí decorrentes, como aumento do degelo de montanhas e geleiras, furacões e tornados, secas, queimadas e enchentes, causaram prejuízos sociais, ambientais e econômicos devastadores.
Diversos estudos oferecem um panorama para empresas, governantes e gestores da sociedade civil de como estará o planeta em 2050. Projeta-se um salto na população mundial, dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões de habitantes, sendo que 98% desse crescimento deverá ocorrer nos países emergentes e em desenvolvimento, de acordo com estimativas das Nações Unidas. Haverá ainda mais pressão sobre o planeta, aumentando a demanda por alimentos, água, moradias, recursos naturais e energia.
A Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, de 1972, em Estocolmo, representou um marco na colocação da dimensão do meio ambiente na agenda internacional. A revolução ambiental teve consequências éticas e epistemológicas de longo alcance, ao quebrar o paradigma de que a ciência pode dominar a natureza através do seu virtuoso progresso técnico. Nesta Conferência, as posições do economicismo arrogante e do fundamentalismo ecológico foram descartadas, sendo proposta uma abordagem fundamentada na harmonização de objetivos sociais, ambientais e econômicos, que pudesse estabelecer um aproveitamento racional e ecologicamente sustentável da natureza em benefício das populações locais, levando-as a incorporar a preocupação com a conservação da biodiversidade aos seus próprios interesses, como um componente da estratégia de desenvolvimento.
Há uma discrepância entre o consumo humano e a biocapacidade. O consumo é feito por 20% da população mundial que habita os países com índices de alto desenvolvimento humano, formando a “cortina de ouro”. O vídeo História das Coisas apresenta dados alarmantes; somente nos EUA, 99% da produção é consumida em menos de 6 meses, resultado das obsolescências programada e perceptiva. Metade a três quartos dos insumos industriais da Alemanha, da Holanda, do Japão e dos Estados Unidos voltam ao meio ambiente como lixo, após utilização. Enquanto não há sinais de rupturas mais graves que as mudanças climáticas têm promovido, continuamos excedendo em consumo e exploração de recursos naturais, em velocidade superior à que o planeta pode regenerar.
É neste contexto que entra o Gestor Ambiental. Desejamos, através dos conhecimentos que estamos adquirindo em nosso curso, colaborar concretamente para um desenvolvimento que satisfaça as nossas necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras em suprirem as suas próprias.
Sustentabilidade
Vida Sustentável
Você já pensou em morar em uma casa com todos os confortos da vida moderna e que ainda assim consumisse cerca de 50% menos energia do que uma residência comum? Essa alternativa já está virando realidade em alguns locais do mundo como a Alemanha e nas nações escandinavas, e agora chegou a vez do Catar.O país lançou nesta segunda-feira (22), em Doha, a primeira habitação com consumo quase zero de energia. Apesar de oferecer todas as facilidades de uma moradia comum, a ela consome menos de 50% da energia e da água de uma casa regular.
A residência, que tem 225 metros quadrados, começou a ser construída em agosto de 2012, e após oito meses de construção, ficou pronta, tendo custado cerca de 16% a mais do que uma habitação convencional.
Para gerar essa economia energética e hídrica, a residênica apresenta várias tecnologias ‘verdes’, como placas fotovoltaicas que convertem a luz solar em eletricidade, sistemas de irrigação alternativos, reciclagem de águas cinzas (residuais ), e o uso sustentável de espécies de árvores e plantas locais para o paisagismo.
Segundo os desenvolvedores do projeto, atualmente há cerca de 25 mil residências desse tipo no mundo, comumente chamadas de Passivhaus - termo alemão para 'casa passiva' -, principalmente em países escandinavos e na Alemanha, onde o projeto foi originalmente concebido. Entretanto, no caso da moradia catariana, diferentemente de suas similares em países frios, o desafio foi conseguir resfriar a casa com um consumo muito baixo de energia.
Para analisar se há de fato uma redução no consumo de água e energia em relação a residências convencionais, foi construída uma habitação exatamente igual ao lado da Passivhaus, que, no entanto, não oferece as tecnologias de redução de consumo desta.
Os testes serão conduzidos durante um ano e meio, nos primeiros seis meses com as moradias desocupadas. Nos últimos 12 meses, elas serão ocupadas por duas famílias de tamanhos similares, com pelo menos um filho. As famílias devem se mudar para as residências no segundo semestre de 2013. “Estamos medindo e monitorando todos os subsistemas de todas as casas para que possamos testar o desempenho quando estiverem desocupadas por seis meses e mais tarde com ocupantes por um ano”, colocou Alex Amato, do Conselho de Construção Verde do Catar (QGBC).
“Esse é um dia histórico para a indústria da construção do Catar. Com a abertura do primeiro Caso de Estudo Passivhaus do Catar, abrimos caminho para um futuro mais sustentável para as gerações vindouras”, explicou Issa al-Mohannadi, presidente do QGBC e da Autoridade Turística do Catar (QTA).
“Ao testar as soluções de eficiência energética, apoiamos a mudança do Catar de uma economia de carbono para uma economia baseada no conhecimento em sintonia com a Visão Nacional do Catar de 2030”, concluiu al-Mohannadi.
Fonte texto:
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/negocios_e_novas_tecnologias/noticia=733816, acessado em 14/11/2013.
Unidade de Conservação no meio Urbano em Porto Alegre, a qual contribui com educação ambiental e sustentabilidade
Pesquisa sobre noções básicas de sustentabilidade
Assinar:
Postagens (Atom)

